09/09/09 - 18h10
Redação GRBOL / PBF
Bióloga identifica despojos como de uma baleia-de-bryde
O movimento do mar desde o encalhe de uma baleia morta na encosta do morro da Praia de Itapirubá (SC), no último domingo, ocasionou a mudança de posição do corpo do animal e permitiu a identificação da espécie na tarde desta quarta-feira, enquanto o Corpo de Bombeiros, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca e o Projeto Baleia Franca averiguavam a possibilidade de remoção do cetáceo.
| Fotos: PBF |
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| Despojos eram de uma baleia-de-bryde, segundo o Projeto Baleia Franca |
Segundo a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do PBF/Brasil, trata-se de uma baleia-de-bryde.
"A principal característica externa desta espécie é a presença de três cristas rostrais proeminentes na parte superior da cabeça. Isto permite diferenciar a baleia-de-bryde de outros rorquais. Esta parte da cabeça tornou-se visível hoje e permitiu a identificação da espécie", contou Karina, Ph.D. em Biologia Animal. "Este é o quarto encalhe desta espécie de baleia registrado pelo Projeto Baleia Franca desde 2002", completou a bióloga.
| Fotos: PBF |
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| Movimento do mar revelou alguns sinais que permitiram a identificação |
As baleias-de-bryde podem alcançar até 15 metros de comprimento e pesar 25 toneladas.
O animal encontrado morto na encosta do Morro de Itapirubá, em avançado estado de decomposição, mede aproximadamente 12m de comprimento, caracterizando um indivíduo de tamanho adulto. "A medição, no entanto, não pôde ser precisa em função do local e posição em que a baleia se encontra", explicou Karina.
Bryde - A espécie é amplamente distribuída no mundo inteiro, mas no Brasil a maior parte das avistagens concentra-se no Sudeste, em áreas próximas à costa ou no entorno de ilhas costeiras.
Em função de seus hábitos, pouco se sabe sobre as baleias-de-bryde, pois é uma espécie que não costuma realizar extensos movimentos migratórios, como é o caso da baleia franca. As baleias-de-bryde geralmente se alimentam se pequenos peixes.
Remoção - Com o apoio do Projeto Baleia Franca, o Corpo de Bombeiros e a APA da Baleia Franca estão analisando as melhores condições para remoção do corpo do animal. Como se trata de um rorqual de grande extensão e peso, com o agravante do encalhe ter ocorrido em um local de difícil acesso, as alternativas são poucas. Entre elas, está retirar o animal em pedaços para então enterrá-lo.
"Estuda-se a possibilidade de retirá-lo com o auxílio de uma embarcação, o que seria extremamente difícil devido ao local do encalhe, ou removê-la em pedaços por terra", explicou Karina.
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