29/06/10 - 16h10
Sérgio Saraiva
Duas mães com filhotes e um adulto são avistados
As baleias francas chegaram ao litoral catarinense. Cinco delas foram vistas na manhã desta terça-feira pela equipe de voluntários do Projeto Baleia Franca - PBF. É o primeiro registro oficial ds presença destas ilustres visitantes na região da APA em 2010.
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Fotos: Divulgação PBF |
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Baleia com filhote avistada na manhã desta terça-feira na praia de Itapirubá |
Três grupos formados por cinco indivíduos foram avistados na Praia de Itapirubá, sede do PBF, localizada entre as cidades de Imbituba e Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina.
"Nossa equipe de campo está fazendo monitoramento terrestre em pontos fixos na Praia de Itapirubá, atividade que integra o treinamento dos 14 voluntários recrutados para integrar o Projeto Baleia Franca nesta temporada. Durante o monitoramento realizado nesta manhã, registramos três avistagens, dos quais dois indivíduos adultos e uma fêmea com filhote foram vistos na Praia Sul, enquanto outro par de fêmea com filhote foi visto na Praia Norte de Itapirubá", informou o gerente de campo do Projeto Baleia Franca, Rodrigo De Rose.
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Fotos: Divulgação PBF |
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Bióloga PhD Karina Groch monitora retorno das baleias ao habitat dedicado a acasalamentos e berçário |
A espécie visita o litoral catarinense entre os meses de julho e novembro com a finalidade de acasalar, procriar e amamentar os seus filhotes.
Grande número - De acordo com a Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch, a expectativa é de que nesta temporada o número de baleias franca visitando o Estado se aproxime do total registrado há três anos, quando 114 indivíduos foram catalogados pelo PBF/Brasil.
A projeção é proveniente de um estudo que atesta um ciclo trianual de retorno da espécie às áreas de reprodução. "Nossos estudos de censagem e foto-identificação sugerem que as baleias franca obedeçam a um ciclo trianual de migração para as áreas de reprodução. É possível que as fêmeas que visitaram nosso litoral em 2007 para procriar retornem neste ano para o nascimento de um novo filhote.
Embora elas nem sempre voltem para o mesmo lugar, por meio do nosso intercâmbio de informações com instituições de pesquisa de outros países conseguimos identificar e comprovar que uma mesma fêmea que esteve em Santa Catarina em determinado ano pode ter um novo filhote três anos depois em outra zona de reprodução, como é o caso do litoral argentino", explica a pesquisadora.
A diferenciação entre as baleias franca corresponde a uma forte característica da espécie. As calosidades existentes na região da cabeça funcionam como impressão digital - nenhuma é igual a outra. Além disso, são habitadas por pequenos crustáceos - os ciamídeos -, conhecidos popularmente como piolhos-de-baleia, e desta forma podem ser facilmente vistas e diferenciadas no catálogo fotográfico do PBF.
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