24/07/10 - 21h20
Sérgio Saraiva
Fonte: Daily Telegraph
O salto de uma baleia franca jovem sobre um iate na costa sul-africana – divulgado pelo jornal Daily Telegraph e publicado nesta quinta (22) pelo Garopaba Online -, está sob investigação das autoridades ambientais da África do Sul por eventual molestamento do cetáceo. O salto é característico da espécie, mas não próximo a um barco, como na foto.
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Fotos: Marcus Israel |
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Baleia-mãe e baleote brincam com barco de observação (05/11/2007) CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO |
Estranho - A imagem da baleia de 40 toneladas atacando um iate de dez metros, causou estranhamento. Por que ela atacaria um barco? O cientista Robert Kenney, da Universidade de Rhode Island, acredita que a baleia estava confusa.
Em entrevista à revista 'New Scientist', ele explicou que esta atitude é mais comum em baleias jovens, que ainda não têm uma noção completa de seu tamanho. Elas costumam atingir barcos e outros objetos por um 'erro de percurso'.
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Fotos: Marcus Israel |
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Mergulhadores topam com mãe e filhote em Bombinhas (06/10/2008) CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO |
Curiosa - A baleia-franca, espécie saltou próxima à embarcação, não costuma ser violenta, concorda o cientista Giuseppe Notarbartolo di Sciara, do Tethys Research Institute, em Milão, na Itália. Baleias jovens podem ser bastante curiosas, completa o italiano.
Em 2001, no Havaí, um filhote de baleia-jubarte jogou-se em um barco pesqueiro, quebrando a perna de um turista. Na época, o guia do passeio afirmou: "Estas baleias podem ficar ansiosas e às vezes não sabem o que fazer nestas situações".
Estresse - Os especialistas concordam que se a baleia estivesse atacando o barco durante um surto de violência, a cena seria bem diferente. Cetáceos, quando ameaçados, costumam atacar barcos com a cauda ou a mandíbula superior. O exemplo clássico ocorreu em 1820, quando o navio Essex foi atingido por uma cachalote e naufragou, inspirando o livro 'Moby Dick'.
Outra hipótese é a de que a baleia-franca tenha tido uma crise de estresse. O Departamento do Meio Ambiente da África do Sul investiga se o iate estava ameaçando a baleia de alguma forma. Embarcações devem ficar ao menos a 300 metros de distância das baleias, e testemunhas afirmam que o barco violou a regra diversas vezes.
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