| Estou na frente do computador, dedos no teclado prestes a transformar letras em palavras e colocar em forma de texto o que planejei.
Há minutos atrás estava sentado em frente ao atelier observando os pássaros se alimentando no local que criei para eles. São agora dezenas deles que agora ali se alimentam. Levantei para escrever sobre isto. Natureza.
Começo a ouvir o som da chuva caindo. No mesmo instante me veio a memória um dia com clima igual mas em ocasião em que ainda não escrevias crônicas. Transcrevo aqui o que escrevi na ocasião:
“O bicho homem está sempre querendo algo diferente do que tem. Popularmente se diz que “ a grama do vizinho sempre está mais verde”. Chove hoje. Chuva fina , persistente proporcionado uma sensação térmica de frio diferente da que marca o termômetro. Para quem adora o sol como eu não é um “ dia ideal”.
Estou realizando hoje algo diferente do planejado. Como estou construindo em Garopaba meu novo atelier, gostaria de ver os operários que estão realizando a obra terminando o contra-piso.
Uma parte essencial, mas “suja “ da obra. Mas trabalhar no ar livre hoje se tornou impossível. Mudança de rumo. Realizar hoje o que já foi decidido a mais tempo. demolir a lareira que nunca funcionou corretamente.
Acordar mais cedo, esvaziar completamente a sala-cozinha . Como estou voltando a morar em Garopaba, pequenas-grandes transformações precisam ser enfrentadas e realizadas.
A nova sala-cozinha que teremos, sem a lareira compensará a poeira, barulho, transtorno que estou vivendo hoje. Um dia de chuva .
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Umidade total ao ar livre e poeira , muita poeira dentro de casa . Sexagenário que sou hoje, caminhando a passos largos para os 70, ser pragmático tem me ajudado muito a enfrentar momentos que não são totalmente agradáveis.
Realisticamente, estou gostando de poder transformar limões amargos em limonadas a serem recordadas.
Daí esta crônica. Como será relê-las um dia ? Irei relê-las? Valem o tempo de as escrever? Hoje acredito que sim. Que estar ocupado em algo que nos dá prazer é saudável . Em todos os sentidos.
Colocar meus pensamentos , idéias e projetos dentro do computador em “Crônicas” , como as estou chamando, acredito ser mais saudável que um diário que iniciei em determinado momento e não dei continuidade.
Espero que novos dias de Sol ou Chuva , me forneçam material que compensem colocar em palavras para ser lidas e relidas. O barulho da demolição continua e a chuva também. Que minha determinação e o meu pragmatismo e otimismo continuem também.
Não terminem no fim do dia como vai acontecer com a demolição e seus desagradáveis efeitos secundários. Mas que somente se acabem quando for a hora de ser chamado para o fim da vida. Obrigado pela companhia neste DIA DE CHUVA II. Semana que vem tem mais.
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