A mente humana é uma trama infindável de recordações. Em abril passado, escrevi aqui uma crônica falando sobre o que penso sobre astrologia. Mapas astrais, etc. O nome da crônica é “Sagitário ou Capricorniano”. Falava a respeito de eu não saber o que sou no mundo astrológico, devido a uma duvida de como o tabelião escreveu a hora do meu nascimento. Ao preparar a crônica de hoje, lembrei-me de uma pequena história real, que conto a seguir.
DEZESSEIS DE JUNHO DE 63
Neste dia um “guri”, casado há quatro anos, caminhava apressado em direção a uma obrigação. Todo novo pai sabe que deve se dirigir ao Cartório de Registro Civil mais próximo e lá registrar o fato de que uma nova criança nascera.
Ia preocupado, murmurando sem parar: 11.45, 11.45, 11.45, 11.45,.............
Não queria esquecer que era a hora que sabia que o tabelião iria perguntar. Dito e feito. Aconteceu assim mesmo. Mas o “guri” já era muito conversador naquele tempo. De repente a tabeliã (era uma mulher, não um homem), tentando manter a calma, disse numa frase única, comprida e sem interrupções, típicas dos que dos que já perderam a paciência:
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“E a criança, além de ser do sexo feminino...............
ter nascido saudável e ser linda de morrer...............
que é a terceira filha que o “Senhor” e sua esposa geraram..........
(tão novinhos ainda e já tem três filhos – pensou o tabelião).............
o Senhor já contou sobre a enorme e bonita cabeleira preta......................
o Senhor não se assuste, complementou obsequioso, pois vai cair tudo, ela vai ficar carequinha, como todo nenê, mas depois vem tudo de novo,...............
o Senhor já contou que ela nasceu de parto normal.............
o Senhor já contou que desta vez ela quase saiu de dentro da mãe no corredor do hospital, pois era a segunda vez que vocês estavam lá, para o parto, pois na primeira vez foi “alarme falso” e a criança resolveu ficar mais um pouco dentro do bem bom...............
tudo isto o “Sr.” já contou,..............
MAS QUE HORAS, AFINAL, ESTA CRIANÇA NASCEU?????”
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