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14/07/08- 16:40
 

De brincadeira, sempre que possível, quando vou pagar algo pergunto: “Se eu fosse pagar, quanto ficaria devendo?”. A resposta é sempre, invariavelmente, a quantia a pagar e não a resposta correta que seria “Nada”. Por quê? Porque a pergunta não foi ouvida.

A resposta é dada automaticamente àquilo que o comerciante, o funcionário, o caixa, quem for que está cobrando por algo. A pergunta não é registrada. A resposta vai para a pressuposição do que teria sido perguntado.

Quantas vezes em nosso dia a dia fazemos o mesmo. Não ouvimos, não registramos o que está sendo apresentado e agimos de premissas nossas.

Isto acontece não só na vida profissional, mas também na nossa vida familiar. Os pais realmente conversam e ouvem seus filhos? Estes entendem o que os pais estão dizendo? Os professores tornam interessante o aprendizado? Alunos perguntam quando não entenderam o que foi proposto?

Ouvir e entender. Agir sabendo o que foi proposto. Isto vale de nós para nós mesmos. Possíveis falhas em nossas atividades quase sempre são causadas por falta de metas, parâmetros adequados, planejamento.

Iniciei esta crônica depois que recebi um e-mail, destes que vem com uma proposta de “Teste para pessoas inteligentes” em anexo. Perguntas banais que, se você não “ouvir”, leia-se entender a pergunta corretamente, certamente dará a resposta errada.

 

Todos devem se lembrar de quando criança perguntava-se “de que cor é o cavalo branco de Napoleão?”. Ou quando, já mais adiantado nos estudos, no meio de uma conversa sobre pronúncia de línguas estrangeiras perguntava-se “Qual é mesmo a capital do Estados Unidos? New York ou Nova Iorque?”. Poucos ouvem o que foi perguntado, respondendo e corrigindo que a capital dos Estados Unidos é Washington.

Exemplos tolos? Sim. Brincadeiras, mas que revelam que não escutamos o que nos é dito ou perguntado. As confusões daí decorrentes, quase sempre tornam nossa vida um pouco mais difícil do que realmente seria necessário.

Saber ouvir. Saber perguntar. Informar-se corretamente. Conversar e ouvir. Ouvir e perguntar. Não ter receio de esclarecer aquilo que ficou em dúvida. Simples.

Por isto que muito preferem enganar-se a si próprio fazendo que entenderam com receio de demonstrar ignorância. Sem se dar conta que ignorar é simplesmente não saber. Simples assim. Depois que você sabe depois que você entendeu sobre aquele assunto você não é mais ignorante.

Aproveitando a deixa, visite meu novo site-blog www.blauth.com.br
Seus comentários para meu email serão apreciados ricardo@blauth.com.br

Obrigado pela companhia. Semana que vem tem mais




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