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Num mundo hoje dominado pela informática, raros são os locais onde ainda se vê um máquina de escrever. São praticamente peças de museu. Assim como hoje dificilmente um jovem conseguirá um emprego, seja qual for, se não dominar o básico de um computador, numa época onde a máquina de escrever dominava, saber datilografia era uma garantia que você teria mais chances de conseguir um emprego. Cada cidade tinha sua escola de datilografia para ensinar o domínio do teclado da máquina de escrever. Isto pelo menos continua igual. O teclado, com as letras colocadas em posições aparentemente absurdas, continuam aparentemente igual. Estudava-se para aprender a datilografar. Hoje diz-se teclar. A instrutora, eram geralmente de mulheres estas escolas, colocavam um tapa teclas para obrigar o/a aluno/a digitar sem ver.
Como em tudo é somente com uso contínuo que se aprende. Não era diferente no passado.
Quando o emprego afinal conseguido não exigia datilografar, rapidamente a pratica, duramente adquirida, era esquecida.
Hoje usando um computador para escrever este texto, lembro fascinado a prática que algumas pessoas tinham ao datilografar somente olhando para o que estavam copiando e a velocidade com que o faziam. Lembre-se que não podiam errar, pois rasuras não eram permitidas em documentos e correspondências, a rapidez com que datilógrafos experientes dominavam a máquina era algo de deixava atônito as pessoas comuns.
Com o computador que já bebes manuseiam, a prática e facilidade de uso é coisa corriqueira e não surpreende mais toda a agilidade motora com que os jovens atuais utilizam equipamentos hoje disponíveis.
A rapidação com que as coisas acontecem hoje me faz pensar como será daqui a mais cinqüenta anos adiante. Máquinas de escrever duravam e serviam bem por muitas décadas. Computadores hoje são peças obsoletas em um par de anos. Bom, ruim, não sei. Diga-me você.
RICARDO Garopaba BLAUTH
48 9922 5333
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