Há muito penso no que somos, no que sou. Penso muito na complexidade e perfeição do corpo humano que passa da concepção ao nascimento, daí ao crescimento, juventude, maturidade, envelhecimento e morte. Em todo este processo nosso mundo está se relacionando com outros mundos, humanos ou não. Chega o dia em que morremos, no mesmo momento em que outros estão sendo concebidos, nascendo, crescendo. O corpo humano é um mundo complexo com regras, que não obedecidas podem ocasionar danos e morte antecipada. Para isto aprendemos enquanto crianças para nos desenvolver na juventude, seguindo a estrada que leva ao fim inexorável, a morte.
Diversas vezes afirmei que o dia em que eu morresse o mundo acabaria. Sempre vi com assombro a surpresa dos que ouviam tal afirmação. Mesmo tentando conversar e explicar minha linha de raciocínio, logo percebia que a “platéia” que eu havia escolhido para ouvir o que eu tentava disser, não tinha interesse sobre o assunto. Hoje, septuagenário, acredito que muitos preferem não falar sobre na morte.
Acho fascinante o assunto e gostaria muito de, como leigo, saber mais. Tenho quase certeza que é minha criança interior, com sua curiosidade insaciável que está por trás disto. O mundo que acredito ser, quer saber mais. Descobre a cada momento que o prazer de novos conhecimentos, novas conversas, novos relacionamentos, novos desafios são o ingrediente fundamental para uma vida prazerosa.
Penso seriamente em voltar a freqüentar bancos escolares, como ouvinte, como fonte de possíveis descobertas. A leitura que adoro já não me é suficiente. Sinto vontade de interagir, de receber e repartir conhecimentos. Afinal sendo “o mundo”, como você também é, podemos aprender ensinando, ouvindo e conversando deixado um legado para quem deles se interessar.
São leigos pensamentos. Nesta condição quero aprender mais e se possível compartilhar os aprendizados em linguagem de fácil assimilação. Fico surpreso com tudo que nos cerca e que forma os outros mundos com os quais nos relacionamos. Se todos nós, mundos, aprendermos a nos respeitar e se relacionar o universo agradecerá.
RICARDO Garopaba BLAUTH
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