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Olá amigo leitor. Esta semana falarei sobre Fama e Sucesso, e antes que eu caia na tentação de escrever de modo similar sobre um assunto já tão explorado por tantos e tantos escritores, colunistas e jornalistas, permita-me dizer que tratarei o tema usando pequenas historias (se verdadeiras ou criadas por mim, não importa, o tema central é o que nos interessa), combinado?
1ª História – O Pai
Certo garotinho que viajava de avião pela primeira vez em sua vida chamou a atenção de um senhor que não gostava de voar, sentia-se mal, não achava confortável estar lá em cima, nas alturas, acima das nuvens.
E assim, o homem observava a alegria além de uma incontestável tranqüilidade naquele rostinho lindo de criança de nove anos, enquanto ele, homem de adiantada idade suava frio na viagem que parecia nunca acabar. Um verdadeiro pavor.
Lá pelas tantas, este senhor não suportou a curiosidade e perguntou:
-Garoto, eu noto que você não tem medo de viajar de avião, ao contrário, está feliz e tranqüilo. Qual é o segredo para isto?
-Não tenho medo porque o piloto é o meu pai! – respondeu o garotinho.
Moral da história: Este pai não era famoso. Tinha sim sucesso com o filho. Inspirava-lhe confiança e tranqüilidade.
2ª História – O Cantor
Certo cantor, famoso e assediado por fãs e requisitado por todos os canais de rádio e televisão para entrevistas, vivia uma grande “sonho” em sua carreira. Era o preço da fama.
O tempo passa para todos e para o nosso cantor da história não é diferente. Vinte e cinco anos depois da grande “bolha” da fama decide passear pelas ruas da cidade em que morava para “medir” a sua popularidade. O resultado foi frustrante, ninguém o reconhecia mais.
Moral da história: Este cantor tinha sucesso e fama. O que ele não conseguia entender é que o sucesso pode acontecer e de reboque trazer a fama, mas se a fama não acontecer, ainda assim terá obtido sucesso naquilo que se propôs a fazer. Cantar afinado e passar emoção em suas músicas, este deve ser o ato obstinado dos artistas do canto.
3ª História – A Equipe de Vendedores
Em certa empresa de comércio, um gerente de vendas para motivar a sua equipe resolve estabelecer uma meta de modo que se todos a alcançassem haveria uma premiação especial em dinheiro além de um jantar para os familiares no melhor restaurante da cidade.
E todos acreditando que era possível, deram tudo de si. Ligaram para todos os clientes, visitaram-nos. Não perderam as oportunidades e converteram em grandes resultados positivos. A meta torna-se então uma realidade e isso lhes traz o sucesso. Não a fama. Ninguém conheceu esta história tão bonita e desafiadora, a não serem os colaboradores daquela empresa.
Moral da história: Sucesso está ligado à busca de resultados e não a fama. Se alguém busca a fama sem a apresentação de sucesso, invariavelmente, o fracasso trará tristeza e esquecimento.
4ª História – Dona Naná, a bordadeira de Fortaleza
Dona Naná era excelente com a agulha entre os dedos. Bordava em um canto da cooperativa de bordadeiras de Fortaleza no Ceará, nordeste do Brasil. Era uma senhorinha bem idosa, experiente e muito simpática. Poucos dentes na boca.
Fala mansa, olhinhos brilhantes e apertados, ensinava as novatas os segredos da atividade de bordar com linhas coloridas e com temas da sua região. Suas mãos pequenas e calejadas por tanto trabalho doméstico só faltavam dizer: O sucesso está em nossas mãos! Mas meus amigos, Dona Naná não tinha fama. Tinha sucesso naquilo que aprendeu a fazer.
Moral da História: É possível ter sucesso em qualquer atividade. Inclusive sendo uma simples bordadeira. E onde entra a fama na vida de Dona Naná?
5ª História – Você
Deixei esta história por último de propósito. Sou professor, presto serviços para várias empresas em áreas de assessoria comercial e empresarial, palestrante e consultor de várias temáticas humanas em comportamento social e corporativo.
Quando visito as empresas, as frases que mais ouço são: “Eu não mando em nada aqui”! ou “Isto não depende de mim”. Tem aquela que a julgo insubstituível: “Aqui sou apenas um soldado. Não sou General”. Em outras palavras, as pessoas se depreciam. Não acreditam que sejam capazes de tomarem decisões ou alterarem resultados. Lamentável.
As pessoas são pagas para fazerem a diferença. Espírito de soldadinho de chumbo é tudo o que os empresários não querem. Como assim “soldadinho de chumbo” professor Fábio? Explico: Soldadinhos de Chumbo são coloridos, pesam, são caros e não se mexem para nada. Em suma: São totalmente desnecessários.
E quando me deparo com este “perfil” de profissionais procuro fazê-los pensar na concepção de suas vidas. Isto mesmo. O dia em que foram gerados. E peço-lhe respeitado leitor que observe a figura que ilustra o inicio de nosso encontro semanal. Vamos lá. Dê uma espiada. Não custa nada. Está lá no topo da página. E então, viu? Você só está lendo todo este texto porque teve sucesso.
Os outros quinze milhões que tentavam entrar no óvulo de sua mãe, infelizmente (para eles), ficaram de fora. Só você entrou. Parabéns. Sucesso absoluto. Mas não há fama nesta história. Só o sucesso!
Moral da História: Nem sempre quando alguém se esconde dentro de algum lugar significa fuga ou fracasso. Pode significar a obtenção da vida. O sucesso da vida. Da sua vida. E sem fama alguma.
Pense sobre tudo o que você leu, boa semana e procure mudar os valores que se façam necessários.
Professor Fábio Brito
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