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Esparadrapos

13/09/10 - 21h50

 

 

Olá amigo leitor. Permita-me fazer-lhe algumas perguntas curtas, bem corriqueiras, populares e cotidianas: Como vai você? Tudo certo? Nenhum problema? Se melhorar estraga? Saúde em dia? Todos os seus amigos são sinceros e disponíveis 100% contigo? No trabalho as coisas estão cada vez melhores? Seus colegas de empresa são companheiros e participativos na mesma proporção que você é com eles?

Costumo ouvir sempre as mesmas perguntas consideradas politicamente “corretas”. Mas vamos combinar, são perguntas realmente sinceras? E para me colocar numa situação ainda mais difícil da que já me encontro neste texto, vou me encher de coragem e dizer que na maior parte das nossas respostas não há transparências, verdades e profundidades.

Vivemos a remendar as perguntas; passamos a ligar o piloto automático para as dificuldades e desafios. Parece que tanto faz quanto tanto fez. Somos induzidos ou nos auto-induzimos a não dizer que as coisas não estão tão bem assim como as nossas “respostas”. Passamos “esparadrapos” nas feridas pessoais, sociais, familiares e profissionais.

Isto sem falar nas feridas lá de dentro, do nosso eu, da nossa alma, do nosso espírito. “Esparadrapos, amigo leitor, “esparadrapos que escondem feridas pessoais, profissionais, de relacionamentos, etc.

Tapamos a superfície dos problemas, mas não curamos a profundidade dos mesmos problemas. É o efeito enganador do “esparadrapo”, em outras palavras, escondemos asverdadeiras feridas dos relacionamentos profissionais, pessoais e familiares por uma estética social.

Quando entrevisto candidatos a vagas de trabalho nas empresas que presto serviços de assessorias e consultorias, uma das perguntas consideradas chave é: Quem é você? Na maioria das respostas que recebo, as pessoas “querem” me passar uma imagem de excelência pessoal, profissional e social. Quase uma perfeição de atitudes e escolhas.

E a experiência de mais de 36 anos de trabalho me fazem desacreditar em algumas destas respostas. Não existe este ser humano 100% ajustado em casa, no trabalho e na vida social. Não adianta passar um “esparadrapo” .

Você já viu algo que estava bom, mas que, poderia ser melhorado ainda mais? Claro que já viu. Tudo nesta vida pode ser melhorado ainda mais. A busca por excelência deve ser uma constante em todas as áreas. Assim sendo, por qual motivo respondemos a famosa frase recheada de “esparadrapos” – Se melhorar? Estraga!  Responda a esta questão tão intrigante para mim prezado leitor.

Quer um conselho prezado leitor? Reorganize as suas respostas. Repense as suas palavras pronunciadas. Frases prontas não são bem vistas no mundo corporativo e empresarial, nas relações de amizade muito menos e no ambiente familiar soa como algo superficial. Portanto sejamos mais autênticos. Mais transparentes. Menos mecanizados.

Afinal de contas, se melhorar algo fosse um “defeito”, as pessoas não buscariam tantas coisas boas que estão à nossa disposição: saúde, amor, fé, conhecimento, paz, alegria, família, maternidade, paternidade, amizades, ascensão profissional e muitos outros ingredientes que uma vez focados e acreditados mudarão sim a vida das pessoas.

Falar de algo que temos dentro do coração é, nos dias de hoje, uma virtude. Não falarmos sobre algo que temos dentro do coração é “esparadrapo”!
Um forte abraço e até a próxima vez.

Abraços

Fábio Brito

Palestras – Treinamentos Profissionais – Cursos Corporativos – Assessoriais Comerciais – em todo o Brasil

Fones: (48)3354-1252  e  (48)9137-3770
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Fabio Brito
colunista@grbol.com.br

   

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