08/05/07 - 23h40
Peterson Crippa
É preciso correr atrás do prejuízo no jogo da poluição
Estamos mais do que na hora de correr atrás do prejuízo. Jargão muito conhecido no meio do futebol, atualmente pode ser bem empregado quando a temática é a poluição. E principalmente a do ar. Mas se o placar da partida agora está de goleada para o outro lado é por culpa do time da casa.
É que desde o momento em que o objetivo maior passou a ser a busca cega e incessante pelo troféu tecnológico, dentro do campeonato da modernidade, deixamos de lado o principal: o campo em que jogamos, a terra em que vivemos. E a partir disso, selamos o descenso da qualidade do ar, refletido tecnicamente na saúde de nós os jogadores; os seres-humanos.
A poluição que há tempos faz parte da realidade do homem, ganhou força com a Revolução Industrial, em meados do século XVIII. Com ela veio a queima excessiva de carvão, lenha e derivados do petróleo, que tonificaram a questão do problema atmosférico. Tanto que foram os mineiros os primeiros a sofrerem o gol contra das reações nocivas do ar venenoso causado pelo carvão.
Atualmente a realidade é bem mais complicada. Está também cada vez mais difícil jogar nos grandes centros. O jogo sujo provocado pelas condições adversas do ar, já faz parte do cotidiano de atletas e torcedores.
A intensificação das atividades urbano-industriais trouxe paralelo com o desenvolvimento, um tapetão variado de tipos de poluição. Atingem desde as pequenas agremiações, nos campinhos de várzea, até os avançados estádios sob os refletores ilusórios da evolução.
Continuando assim, não se pode esquecer que como um jogo de futebol, a disputa pela sobrevivência vai ter hora pra acabar. E pra muitos casos, a derrota virá em menos de 45 minutos do primeiro tempo.