Muitos proprietários de cães e gatos observam eventualmente seus animais ingerindo grama. Isso pode ser notado principalmente no passeio diário com aqueles animais que vivem em ambientes fechados (apartamentos).

A ingestão de capim é um comportamento normal, mas se for realizada de forma muito freqüente, ou ingerida em uma grande quantidade, pode ser considerada um problema. Não é correto associar a ingestão de grama com a presença de vermes no animal.
Uma dieta com pouca fibra (exemplo: carne e arroz somente) pode levar o animal a procurar mais vezes o capim para ingerir. Hoje o mercado dispõe de rações balanceadas com teor de fibras nas proporções ideais. Além disso pode-se encontrar ainda rações específicas para cada raça, peso atual em que o animal se encontra, atividade diária que realiza e ambiente em que vive.
A maioria dos cães e gatos vão ingerir rotineiramente uma pequena quantidade de grama sem apresentar efeitos adversos.
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Como não conseguem digerir esse material, ele vai permanecer como um irritante gastrointestinal até que o cão ou gato vomite ou o elimine nas fezes.

Muitos cães e gatos aprendem a associar a ingestão de plantas com vômito e, às vezes, podem procurar plantas quando não estão se sentindo bem (náuseas),
Procuro orientar meus clientes a evitar deixar seus cães e gatos comerem o capim, pois o refluxo do suco gástrico no intestino provocado pelo vômito pode irritar ainda mais a mucosa do estômago.
Oferecer rações de boa qualidade de acordo com idade, atividade que realiza e ambiente em que vive é a melhor forma de se evitar um desbalanço nutricional.
Impor horários determinados para a alimentação dos cães, sempre duas vezes ao dia no animal adulto, evitando espaço de tempo longo entre as refeições. Assim podemos diminuir a incidência de náuseas muitas vezes causada pelo animal estar com o estômago vazio por muito tempo.
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