
A leptospirose é uma doença bacteriana infecto-contagiosa que afeta a saúde animal e possui grande importância em saúde pública.
Várias espécies de animais silvestres, de produção (bovinos, suínos, ovinos e etc.) e de companhia podem ser acometidos, tornando-se reservatórios e fontes de infecção para o homem.
Os cães estão entre os animais de companhia que mais podem ser afetados pela doença. Os gatos são mais resistentes em adquirir a infecção.
A transmissão ocorre pela penetração da bactéria na mucosa da boca, olhos, nariz, genitais e pele (lesionada ou não), principalmente em contato com a água contaminada através da urina do rato.
Sua replicação é rápida no organismo atingindo tecidos como: rim, fígado, baço, olhos, sistema nervoso central e trato genital.
Os sintomas nos cães são: febre alta, perda de apetite, vômitos, diarréia, redução do peso e em alguns casos, icterícia (tom amarelo da pele e mucosas devido à presença de bílis no sangue).
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O homem poderá apresentar os mesmos sinais clínicos dos cães, além de dores de cabeça, dores musculares e abdominais, problemas digestivo, feridas na pele, enjôo e urina escura.
No Brasil, a leptospirose ocorre geralmente nos períodos do ano com altos índices pluviométricos, sob a forma de casos isolados ou surtos.
O número total de casos confirmados provavelmente é bem inferior à realidade da doença no país, sendo muitas vezes confundida com outras doenças.
O controle da doença deve ser baseado em ações profiláticas e sistemáticas, incluindo a melhoria das condições de habitação, saneamento básico e educação continuada em saúde para populações humanas.
A remoção dos restos de água e alimentos dos comedouros dos animais e a eliminação do excesso de água do ambiente são procedimentos fundamentais para o controle das vias de transmissão da leptospirose assim como o controle de roedores.
A vacinação, o isolamento e a terapia de animais doentes são indispensáveis para minimizar a ocorrência e o risco da doença para o homem e para os animais.
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