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  Férias Escolares e Alimentação Saudável!
 

 

17/07/10 -20:40h

O período de férias escolares está chegando e com ele surge uma dúvida na cabeça de muitos pais: O que fazer para manter uma alimentação balanceada e não deixar que as crianças exagerem no consumo de “besteiras” durante as férias?

Neste período a rotina diária das crianças muda em vários aspectos: acordam e dormem mais tarde, têm mais tempo para brincar, assistir filmes com os colegas, jogar vídeo game, passear, e geralmente estas atividades são acompanhadas por lanches, pizzas, doces, salgadinhos, balas e entre outras coisas.

Assim, para manter uma alimentação equilibrada e mais saudável, é indispensável que os pais conversem e imponham alguns limites de horários e quantidades, pois não dá substituir uma refeição por um saco de salgadinho ou um pacote de bolachas recheadas.

Para as crianças com dificuldades de alimentação, os chamados comedores seletivos, que apresentam certa indiferença em relação à comida, frequentes oscilações na preferência e aceitação dos alimentos, as férias podem tornar-se uma boa oportunidade dos pais estimularem seu interesse pela comida.

O período de folga também proporciona aos pais estarem mais tempo com seus filhos dedicando-se melhor na elaboração das refeições junto com eles.

Envolver a criança na preparação dos alimentos e aos poucos explicar a importância de cada um deles é uma ótima alternativa para estimular novos hábitos.

Dieta diversificada

- Variar o cardápio, não só no tipo de alimento, mas também no modo de preparação é uma ótima alternativa para estimular a criança. Apresentar pratos coloridos, fazer carinhas com a comida, oferecer o alimento rejeitado pelo menos dez vezes, em refeições e com apresentações diferentes são excelentes iniciativas.

- Alimentos como hambúrgueres, nuggets, pastéis, coxinhas e quibes devem ser evitados. As frituras aumentam em 50% as calorias dos alimentos. Caso utilize estes alimentos, prepare-os no forno, deixando-os com menos gordura e mais crocantes.

- Sanduíches naturais, acompanhados de suco são ótimas opções de lanches, além de fáceis de preparar, podem garantir uma refeição completa. O pão é o carboidrato que fornece energia, o recheio com um frango desfiado, por exemplo, contém proteína, legumes e folhas oferecem vitaminas e o suco de fruta, além de ser fonte de vitaminas hidrata o organismo.

 

- O famoso “aviãozinho” está fora de cogitação, pois, é uma maneira de distrair, enganar a criança e fazê-la comer sem perceber. Forçar, castigar ou premiar também só intensificam o mau comportamento à mesa.

- Compensar a ingestão de alimentos calóricos com uma alimentação fracionada, equilibrada e a prática de atividades físicas é a melhor saída. O importante é que a criança faça três refeições principais por dia intercaladas por dois pequenos lanches e, que as verduras, as frutas e os legumes estejam no cardápio diariamente.

Reforço Alimentar

As estratégias de educação alimentar e nutricional perdem sua eficácia quando as refeições não são feitas à mesa e quando os próprios pais não aderem hábitos alimentares saudáveis.

Nada adianta oferecer ao seu filho um copo de suco natural e ao mesmo tempo você beber um copo de refrigerante, ou forçar a criança consumir salada sendo que você não come.

A família é o principal modelo para a criança, que dificilmente vai gostar desses alimentos se não são consumidos dentro de casa por toda família.

Levando-se em conta de que é na infância que a criança define hábitos que irão acompanhá-la por toda a fase adulta, é fundamental que a participação dos pais em sua alimentação seja ativa.

É também nesse período que suas atitudes podem diminuir ou aumentar a incidência de doenças cardiovasculares e diabetes, além dos distúrbios alimentares, entre eles, a obesidade e a anorexia.

Dez por cento das crianças brasileiras são obesas. Nos últimos vinte anos a obesidade aumentou cinco vezes, tornando-se um grave problema de saúde pública.

O sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados são as principais causas. A obesidade infantil não está vinculada somente a aparência, mas também aos problemas que a gordura pode trazer no futuro.

A maneira correta de prevenir a obesidade infantil é através da educação nutricional e alimentar, com programas que envolvam toda a família e não apenas a criança.

Aproveite para começar a mudar pequenos hábitos e proporcionar ao seu filho uma alimentação mais saudável! Quem ama cuida!

Boas Férias!


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