Estresse Engorda!
Por muitos anos suspeito-se que o estresse influenciava diretamente no ganho de peso, baseado principalmente na observação cotidiana de especialistas.
Porém, atualmente existem provas científicas que emergem de estudos mundiais para justificar estas observações.
Só no ano passado, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) destinou US$ 37 milhões para as investigações sobre comportamentos associados ao aumento de peso com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de Obesidade, problema que atinge atualmente cerca de 400 milhões de pessoas no mundo.
Os estudos estão mostrando que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva a obesidade. Estas transformações impostas pelo estresse ocorrem em diversas frentes.
Níveis de Cortisol
Este hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos, atuando como uma espécie de despertador.
De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite.
Estudos constataram que a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante. Indivíduos em estresse prolongado produzem 2 a 3 vezes mais cortisol do que o normal. Com relação ao mecanismo de controle ou ganho de peso, isso é um desastre.
O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma iminente situação de emergência, desencadeando uma série de fenômenos.
As células de gordura recebem um sinal químico como tivessem recebido uma dose de fermento, começam a crescer em tamanho e número. Para piorar a situação, o cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal, justamente o tipo de obesidade mais preocupante, pois favorece o depósito de placas de gordura nas artérias, à doenças cardíacas e à diabetes.
Sistema Endocanabinoide
Desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo para compensar algum sofrimento.
Quando este sistema é submetido a um estresse diário, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Do ponto de vista cerebral, uma das formas mais efetivas para aliviar o estresse é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gordura e açúcares.
Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar, relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono.
Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar, o que acaba gerando gordurinhas extras.